Estudantes Brasileiros no Canadá

Canadá deve receber 12 mil bolsistas do Brasil

O governador-geral do Canadá, David Johnston, se reuniu na última terça-feira (12/4) em Brasília com a presidente Dilma Roussef para anunciar a criação de 12 mil bolsas de estudo para brasileiros em universidades canadenses nos próximos quatro anos. A prioridade, segundo Dilma, é para quem mora no Brasil.

O Ciência Sem Fronteiras, um programa do governo brasileiro que pretende enviar 101 mil estudantes para estudar no exterior, custeando 75 mil bolsas e esperando contar com a iniciativa de empresas como Vale, Petrobrás e Eletrobrás para viabilizar as restantes.

Visando a estreitar as relações com o Brasil e atrair estudantes para as escolas canadenses, o governador-geral do Canadá, David Johnston, viajou para o Brasil acompanhado de dezenas de representantes de universidades, formando a maior delegação já enviada ao exterior para promover a educação no país.

Johnston afirmou em uma entrevista com a imprensa que o interesse do Canadá no Brasil se justifica porque “os estudantes brasileiros possuem financiamento suficiente para estudar no exterior, as universidades canadenses estão sedentas por estudantes internacionais e o interesse na pesquisa de universidades brasileiras complementa muitos dos assuntos que dizem respeito ao Canadá”.

O governador-geral disse também que a viagem servirá como uma chance de exercitar a “diplomacia do conhecimento”, uma troca de aprendizados acadêmicos que levará a relações comerciais mais fortes entre as duas nações. “Eu vejo um grande apetite no Brasil pela educação canadense. Para a minha alegria, o Canadá é o país que mais se favorece com brasileiros que estudam no exterior”, ressaltou ele.

Os candidatos selecionados para virem estudar no Canadá pelo programa Ciência Sem Fronteiras terão a oportunidade de frequentar universidades do país durante um ano, além de fazerem estágios em empresas do Canadá. Após esse período, eles retornam para o Brasil.

Em uma palestra realizada há pouco mais de duas semanas na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, Dilma Roussef afirmou que a prioridade será dada aos estudantes que moram no Brasil, acrescentando que gostaria muito que os brasileiros que imigraram para outros países tivessem uma oportunidade, mas é preciso “dar conta dos 190 milhões de brasileiros que moram no seu país”.

A revista britânica The Economist, em sua edição de março, considerou o programa “a mais ousada tentativa do Brasil em melhorar a sua economia”, ressaltando que governos e universidades de diversos países como Estados Unidos, França, Inglaterra e Alemanha estão ansiosos por terem a chance de receber os brasileiros como estudantes.

O Canadá não foge à regra. De acordo com Statistics Canada (órgão do governo canadense responsável por produzir estatísticas sobre a população e economia do país), o número de estudantes internacionais chega a 8% nas universidades do país, gerando um rendimento anual de $6.5 bilhões.

Mais de 3700 estudantes já foram enviados ao exterior pelo programa Ciência Sem Fronteiras, desde que foi criado no ano passado. Para ser classificado, é preciso que o candidato consiga mais de 600 pontos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), ter notas altas, fale o idioma do país, além de também ter um bom currículo (como premiação em olimpíadas de estudantes, por exemplo).

Os cursos oferecidos estão em áreas como ciências da computação, ciências médicas e engenharia. Para saber como se inscrever, acesse o post Canadá fecha parceria com o “Ciência Sem Fronteiras”.

 

 

 

Advertisements

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s